Como sobreviver aos desafios já provocados para
o ano de 2022?

Veja aqui alternativas para juros, inflação e elevados custos dos materiais de construção.

19 de janeiro de 2022

O mercado imobiliário apresentou um ótimo desempenho durante a pandemia, sendo impulsionado principalmente pelos patamares baixos de juros durante o período. Juros mais baixos impactam diretamente no valor das parcelas do financiamento imobiliário, aumentando a atratividade da aquisição de imóveis.


Este cenário tão favorável mudou de figura. Com a alta da inflação, o governo voltou a aumentar a Selic, que encerrou o ano de 2021 em 9,25%, especialistas acreditam que a Selic irá ultrapassar os dois dígitos em 2022.


Outro fator que pressiona o setor é a persistência no aumento de custos dos materiais de construção, como aço, cobre, PVC, entre outros itens, que são relevantes na composição de preço das obras. Esse aumento é refletido no INCC, que mede a inflação do setor de Construção Civil, que fechou em 2021 num patamar de 14%.


As alternativas que devem ser avaliadas por incorporadoras, construtoras e imobiliárias são as “releituras” das viabilidades de projeto. Para conseguir diminuir o preço de venda para o comprador e, consequentemente, tornar o imóvel mais atrativo, é muito importante ajustar os custos das obras para não sacrificar as margens de lucro. Para isso, é necessário jogo de cintura dos gestores para negociar preços de material de construção com os fornecedores. Buscar mais opções de escolha entre produtos nacionais e importados e, sobretudo, criar musculatura de compra em volume para garantir melhores condições comerciais. Isto é possível, por exemplo, através de compras associativas. Buscar entender como anda o movimento de cooperativas na região é uma dica valiosa. Andar de mãos dadas, especialmente as empresas pequenas e médias que sempre são mais afetadas no poder de barganha, é a luz da caminhada.


Apesar dos desafios, estudiosos projetam o crescimento do setor imobiliário, de forma que é estimado que o Produto Interno Bruto (PIB) da Construção cresça 2% em 2022.

Por Amanda Matias